INCLUSÃO SOCIAL - MPT-PB lança Cordel em Braille no Instituto dos Cegos em João Pessoa e Campina Grande
03/12/2025 – Em uma iniciativa pioneira que une cultura popular, acessibilidade, inclusão e promoção de direitos, o Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) lançou, nesta quarta-feira, 3 de dezembro – Dia Internacional da Pessoa com Deficiência – o Cordel em Braille “Chega de Trabalho Infantil”. Pela manhã, o lançamento aconteceu no Auditório do Instituto dos Cegos Adalgisa Cunha, em João Pessoa, com a presença de crianças, adolescentes, jovens e a declamação do Cordel. Em Campina Grande, o lançamento ocorreu no início da tarde com a presença da autora do Cordel, a poetisa Anne Karolynne.
A ação integra o conjunto de estratégias do MPT para promover a inclusão social de pessoas com deficiência, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). O Cordel, produzido em linguagem acessível e adaptado ao sistema Braille, busca conscientizar sobre a erradicação do trabalho infantil.
“A inclusão social passa, necessariamente, pelo acesso à informação e à cultura. Com este Cordel em Braille, o MPT – que comemora 40 anos de atuação na Paraíba – reafirma o seu compromisso com a acessibilidade e com a luta por uma sociedade mais justa, onde todas as pessoas tenham seus direitos respeitados, especialmente crianças e adolescentes”, ressaltou a procuradora-chefe do MPT-PB, Dannielle Lucena.
“A educação é uma ferramenta poderosa de transformação social. Ao adaptar um Cordel para Braille, estamos dizendo que a luta contra o trabalho infantil, a exploração sexual e outras violações de direitos deve alcançar todos os públicos. A cultura popular é um instrumento importante de educação cidadã. A ideia é que outros cordéis do MPT sobre temas como saúde e segurança no trabalho, saúde mental e outras temáticas também sejam traduzidos para Braille", afirmou o procurador do Trabalho Raulino Maracajá, coordenador Regional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes.
“Este é um espaço de mudança, de transformação e de fazer com que as pessoas com deficiência, de fato, sintam-se cidadãos, e sejam vistos como cidadãos de direitos. O Instituto tem essa grande missão, que, além de ser uma prestadora de serviços, também temos a consciência dessa militância, dessa busca incessante para que a pessoa com deficiência ocupe o lugar que ele quer estar”, destacou a presidente do Instituto dos Cegos de João Pessoa, Valéria Carvalho, que recebeu da procuradora-chefe Dannielle Lucena e do procurador Raulino Maracajá cópias do Cordel em Braille.
Após o lançamento do Cordel, o cantor Beto Melo, que é usuário do Instituto dos Cegos, declamou um trecho do Cordel em Braille, emocionando os presentes.
'MPT em Cordel'
O “Projeto MPT em Cordel” faz parte das ações dos 40 anos da Instituição na Paraíba, uma iniciativa itinerante que leva as pautas do MPT para os eventos, instituições, canteiros de obras, escolas e outros locais, com informação e prevenção em forma de arte, cultura e poesia.
O Cordel do MPT “Chega de Trabalho Infantil” é o primeiro com tradução em Braille e integra um projeto da Instituição na Paraíba desenvolvido durante este ano de 2025, com várias ações em parceria com entidades da rede de proteção, ONGs e municípios paraibanos. Vários outros materiais foram produzidos, como um caderno escolar com a mensagem do trabalho infantil e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU. A tradução do Cordel para Braille foi feita pela Funad na Paraíba.
Campina Grande
Em Campina Grande, o Cordel em Braille foi lançado no Instituto dos Cegos pelo procurador do Trabalho Marcos Almeida, coordenador Regional adjunto de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes. O evento contou com apresentação especial da autora do Cordel, a poetisa Anne Karolynne. A procuradora do Trabalho Marcela Asfóra também participou do evento.
“Hoje, 3 de dezembro, é dia da pessoa com deficiência, que nos convida a refletir sobre a importância da inclusão e da igualdade em todos os aspectos da vida, incluindo o trabalho. Por isso, o MPT vem alertar que pessoas com deficiência são uma parte valiosa da nossa sociedade e têm muito a oferecer. No entanto, sabemos que elas enfrentam muitos obstáculos e barreiras para participar plenamente da vida econômica e social. E é por isso que é preciso criar oportunidades para que elas possam contribuir e se desenvolver em todas as dimensões da vida, viabilizando, por exemplo, o acesso à informação através da criação de campanhas e cartilhas acessíveis, como este cordel em Braille entregue hoje ao Instituto dos Cegos”, afirmou o procurador Marcos Almeida.
“Da mesma forma, é fundamental criar ambientes de trabalho mais diversos e inclusivos, viabilizando vagas de trabalho, mas também fornecendo adaptações razoáveis como tecnologias assistivas para promover ambientes acessíveis e fomentar uma cultura de respeito, compreensão e diversidade dentro dos ambientes de trabalho. A inclusão é um direito fundamental e é nossa responsabilidade garantir que seja respeitado. Por isso, o MPT conclama a todos a trabalhar juntos para criar um mundo mais inclusivo e acessível para todas as pessoas”, concluiu Marcos Almeida.
"Hoje nós fomos contemplados com a entrega de um cordel que visa conscientizar a população sobre a exploração do trabalho infantil como um direito violado. Esse cordel tem um diferencial: ele nos foi entregue em Braille. É um novo repertório que é colocado nas pontas dos dedos das pessoas cegas. Garantir conteúdo em Braille é garantir acesso à informação, é garantir acesso ao conhecimento. Agradecemos a todas as pessoas que, de fato, apoiam a causa da educação inclusiva e a defesa e a garantia do direito para as pessoas com deficiência visual. O MPT nos deu um presente" , ressaltou a professora Adenize Queiroz, presidente do Instituto dos Cegos de Campina Grande.
“Poder lançar aqui na minha terra, Campina Grande, o cordel em Braille no Instituto dos Cegos é mais que especial, porque - afinal de contas - a proteção à infância exige que a mensagem chegue a todas as pessoas. E quando adaptamos o cordel para o Braille estamos dizendo que ninguém pode ficar de fora da conversa, principalmente quando tratamos de Direitos Humanos. O trabalho infantil vem roubando o direito de muitas crianças no Brasil. A poesia, quando chega de forma muito acessível, desperta a consciência, toca corações e provoca a mudança que a gente deseja. Então, o MPT vem com essa proposta do cordel para trazer a arte enquanto relevo, textura, tato, para chamar a todos para essa responsabilidade social”, afirmou a poetisa Anne Karolynne, autora do cordel.
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