
Ônibus de João Pessoa circulam com campanha que alerta sobre feminicídio
Ação reafirma o compromisso do MPT, MPF, MPPB e MPC com o combate à violência de gênero
19/03/2026 – “Aqui poderia ter uma passageira. Mas foi vítima de feminicídio. Precisa de ajuda? Você não está sozinha. Ligue 180, 190 ou 197”. A mensagem está estampada em 20 ônibus de diferentes linhas que estão circulando em João Pessoa como parte de uma Campanha do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPPB) e Ministério Público de Contas (MPC-PB), com apoio do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Sintur-JP).
A campanha integra as ações do mês de março de combate à violência de gênero e reafirma o compromisso das instituições com a promoção de direitos e justiça social. Tem como objetivo sensibilizar a sociedade para o enfrentamento ao feminicídio, que vitima pelo menos quatro mulheres, por dia, no País. Nessa segunda-feira (16), representantes dos Ministérios Públicos e do Sintur-JP se reuniram para acompanhar o lançamento da campanha em ônibus da empresa Transnacional, na zona sul da Capital.
“A cada minuto, pelo menos uma mulher é vítima de ameaça no País. Por dia, pelo menos seis mulheres sofrem violência psicológica. Esse tipo de violência afasta muitas mulheres do trabalho. É urgente que instituições, empresas e sociedade se unam para combater a violência e assegurar que todas as mulheres possam viver e trabalhar com dignidade e segurança. Então, essa campanha reafirma um compromisso coletivo com o combate aos vários tipos de violência e ao feminicídio”, ressaltou a procuradora-chefe do MPT na Paraíba, Dannielle Lucena.
“A ideia da campanha é cada vez mais publicizar para a sociedade sobre todos os malefícios de casos de agressões a mulheres, meninas e trabalhadoras. A gente consegue fazer, por meio dos busdoors, com que passageiros e toda a sociedade consiga visualizar e denunciar os casos. É importante não se calar”, acrescentou o procurador Raulino Maracajá.
“Essa campanha vem para alertar o feminicídio não como a primeira violência contra a mulher, mas como o ápice. O ponto final da relação da vítima e agressão. Esse projeto visa sentar, refletir e agir. A ideia, também, é levar pelas ruas da cidade com o apoio das empresas do transporte coletivo, já que o número de passageiros que entram nos ônibus é muito grande e isso dará ainda mais visibilidade à causa”, pontuou a procuradora Regional dos Direitos do Cidadão do MPF, Janaina Andrade.
Números da violência
Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2025, foram 747.683 registros de ameaças contra mulheres, 51.866 de violência psicológica e 1.492 casos de feminicídios no Brasil. Os dados revelam, ainda, que 63,6% das vítimas de feminicídio no Brasil eram negras e 70,5% tinham entre 18 e 44 anos. Além disso, oito em cada 10 vítimas, foram mortas por companheiros ou ex-companheiros. Na Paraíba, 36 casos de feminicídio foram registrados em 2025.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada três mulheres sofrerá violência física ou sexual ao longo da vida, seja por parte de seu parceiro ou de um não parceiro. A violência de gênero começa cedo: uma em cada quatro mulheres jovens (de 15 a 24 anos) sofrerá violência de seu companheiro por volta dos 20 anos.
Banco Vermelho
O Projeto Banco Vermelho surgiu na Itália, em 2016, e foi trazido para o Brasil no final de 2023. A iniciativa consiste na instalação de bancos vermelhos em espaços públicos, com frases que incentivam a reflexão sobre a violência de gênero, além de informações sobre canais de denúncia e apoio às vítimas.
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