NA PARAÍBA - MPT entrega Troféu ‘Mulheres que Inspiram’ e realiza roda de conversa sobre violência e feminicídio
As homenageadas de 2026 são Ana Beatriz Rocha, Andreina Gama, major Gabriela Jácome e Juliette que, devido à agenda, receberá o troféu em outro momento
11/03/2026 – O Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) entregou nesta quarta-feira (11), o Troféu “Mulheres que Inspiram” à major Gabriela Jácome, comandante Estadual da Patrulha Maria da Penha; à jornalista e apresentadora Ana Beatriz Rocha e à Andreina Gama, presidenta da Associação de Travestis e Transexuais da Paraíba (ASTRAPA/ASPTTRANS). A paraibana Juliette também foi homenageada e, devido à agenda, receberá o troféu em outro momento. As homenageadas deste ano têm algo em comum: se destacam na promoção de direitos, justiça social e na luta contra o feminicídio, cada uma na sua área.
CONFIRA O VÍDEO: https://www.instagram.com/reel/DVwc349AAES/?igsh=MXJnOGx5MGs0MXI1dA==
O evento aconteceu no auditório do Edifício-Sede do MPT-PB, no Centro de João Pessoa e reuniu representantes de instituições, autoridades, entidades parceiras, estudantes, além de convidados, familiares das homenageadas e servidores do MPT. O evento também foi transmitido de forma online para a Procuradoria do Trabalho no município de Campina Grande.
“A cada 1 minuto, pelo menos uma mulher é vítima de ameaça no País. Por dia, pelo menos seis mulheres sofrem violência psicológica. Esse tipo de violência acaba, muitas vezes, afastando essas mulheres do trabalho. No final do dia de hoje, mais quatro mulheres serão vítimas de feminicídio no Brasil. Na Paraíba, 36 mulheres foram ‘silenciadas ano passado (vítimas de feminicídio). Há um ano, a voz de Vanessa Ricarte – jornalista e servidora do MPT no Mato Grosso do Sul – também foi silenciada. Cada mulher silenciada é uma voz que deixa de inspirar. É uma profissional que deixa de contribuir com o seu trabalho. Então, essa luta é de todas nós e de toda a sociedade”, afirmou a procuradora-chefe do MPT na Paraíba, Dannielle Lucena, em seu discurso de abertura.
Ao abrir o evento, Dannielle Lucena ressaltou que esse é um momento de celebração, mas também de luta coletiva pela liberdade e pela vida. “É urgente que instituições, empresas e sociedade se unam para combater a violência e assegurar que todas as mulheres possam viver e trabalhar com dignidade e segurança. Hoje, o MPT reconhece a importância de mulheres que, por meio de seu trabalho, melhoram a sociedade e inspiram o futuro”, acrescentou a procuradora-chefe.
Antes da entrega dos troféus, houve uma roda de conversa com as homenageadas, tendo como mediadora a advogada e ouvidora da Mulher da OAB na Paraíba, Renatta Quintans. Um vídeo de Juliette, especialmente gravado para o momento, foi exibido no final do debate.
O MPT também homenageou o Centro da Mulher 8 de Março, Organização Não Governamental com 35 anos de existência em João Pessoa, que atua na defesa dos direitos da mulher, das crianças e adolescentes e no combate à violência doméstica e sexual. Um certificado de reconhecimento foi entregue pela procuradora-chefe do MPT-PB à coordenadora geral da ONG, Irene Marinheiro, e também o Boton comemorativo do ‘MPT-PB 40 anos: Promovendo Direitos e Justiça Social’.
Números da violência
Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2025, foram 747.683 registros de ameaças contra mulheres, 51.866 de violência psicológica e 1.492 casos de feminicídios no Brasil. Os dados revelam, ainda, que 63,6% das vítimas de feminicídio no Brasil eram negras e 70,5% tinham entre 18 e 44 anos. Além disso, oito em cada 10 vítimas, foram mortas por companheiros ou ex-companheiros. Na Paraíba, 36 casos de feminicídio foram registrados em 2025.
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