2º Feirão da Aprendizagem da Paraíba garante oportunidades do 1º emprego a jovens aprendizes e oferece capacitação profissional
Evento contou com a participação de quase 700 adolescentes e jovens
27/10/2025 – “Ano passado eu estava no Feirão da Aprendizagem em frente ao Shopping Tambiá e depois do Feirão eu fui selecionado pelo CIEE para trabalhar como jovem aprendiz no Banco do Brasil”, revelou o jovem Tibério Agostinho Patrício da Cruz, 15 anos, que participou da 2ª edição do Feirão da Aprendizagem da Paraíba na última sexta-feira, no Fórum Maximiano Figueiredo, em João Pessoa, desta vez acompanhado dos irmãos Adriano e Larissa e da mãe, Adriana Santos, que não escondia o orgulho do filho. Como Tibério, aproximadamente 700 adolescentes e jovens paraibanos participaram do feirão em busca da primeira oportunidade de emprego e também de serviços de capacitação profissional.
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O evento foi promovido pelo Fórum Estadual da Aprendizagem Profissional na Paraíba (FEAP-PB), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), Tribunal Regional do Trabalho (TRT13), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PB), com o apoio do Centro de Defesa dos Direitos Humanos Dom Oscar Romero (CEDHOR), Sintur e Senac/Fecomércio/Sesc, com a participação de empresas e diversas entidades formadoras. A programação começou por volta das 8h30, com cerimônia de abertura e se estendeu até às 17h, com serviços, palestras de orientação profissional, apresentações culturais e entrevistas.
“No ano passado trouxe meu filho Tibério para o Feirão e ele conseguiu o emprego dele e agora trouxe mais dois filhos para conseguir um emprego também. Agradeço essa oportunidade para esses jovens que tanto precisam”, afirmou Adriana Santos, destacando a importância da iniciativa.
“Se vocês me dissessem que eu estaria aqui há pouco menos de três meses, eu não acreditaria. A minha vida vem de um contexto de violência e de muita diversidade. E estar aqui, nesse momento, especificamente ocupando esse lugar, essa vaga sendo uma pessoa trans e a primeira pessoa trans a ser jovem aprendiz do Ministério Público do Trabalho é uma honra e eu agradeço a todas as pessoas que têm possibilitado isso. O trabalho ganhou um novo significado pra mim. Eu aprendi que o trabalho pode ser amor. Espero que vocês também possam experimentar isso e que possam realizar seus sonhos assim como eu estou conseguindo”, revelou Luna Viana, 19 anos, a 1ª jovem aprendiz trans do MPT na Paraíba, que emocionou os presentes com o seu depoimento, na mesa de abertura do evento, ao lado de diversas autoridades.
Luna Viana, 19 anos, a 1ª jovem aprendiz trans do MPT na Paraíba
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A abertura do Fórum contou com apresentações da Orquestra Filarmônica do Cefec e do garoto ‘Marquinhos’, que encantou o público com seu talento na flauta e foi acompanhado pelo seu professor Ricardo, no violão. O garoto José Marcos Martins dos Santos, o ‘Marquinhos’, conquistou o 3º lugar na categoria poesia no Prêmio MPT na Escola 2024, projeto que busca o combate ao trabalho infantil e o incentivo à aprendizagem profissional.
“A Aprendizagem Profissional é uma ferramenta de extrema relevância para o combate ao trabalho infantil e a outras violações de direitos, pois dá a adolescentes e jovens a oportunidade do 1º emprego. O trabalho infantil é a porta de entrada para outras violações e a Aprendizagem Profissional é uma solução eficaz de combate. Gostaria de agradecer a todos os presentes, a todos os inscritos, às empresas e, principalmente, aos jovens, porque tudo isso foi feito para vocês”, afirmou o procurador do Trabalho, Raulino Maracajá, coordenador Regional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância/MPT) e também coordenador do Fórum Estadual de Aprendizagem Profissional (Feap-PB).
“É preciso entender a importância da aprendizagem. A importância de ter um trabalho decente, onde você tem uma carga digna de trabalho, para que você possa estudar, se preparar para outras colocações do mercado e até mesmo para ser contratado como empregado após o término da aprendizagem. Então, que vocês aproveitem cada momento. A vida lá fora não é fácil, mas é mais difícil se você não tiver os seus direitos mínimos garantidos”, ressaltou a juíza do Trabalho e cogestora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, Poliana Aristóteles de Sá.
“O 2º Feirão de Aprendizagem consolidou um marco na promoção da inclusão produtiva e na importância da aprendizagem profissional no nosso Estado. Reuniu os três atores da política pública de aprendizagem: empresas, entidades formadoras e, adolescentes e jovens, sob a organização das três Instituições competentes em matéria trabalhista, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, o Tribunal Regional do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho. Além de fomentar oportunidades de trabalho e formação profissional e cidadã, o Feirão evidenciou as vantagens econômicas e estratégicas da aprendizagem, o fortalecimento da responsabilidade social e o investimento em profissionais mais preparados e comprometidos com a organização empresarial, além da valorização do trabalho como fundamento para a dignidade do ser humano”, afirmou a auditora fiscal do Trabalho e vice-coordenadora do FEAP-PB, Joana Darc de Sousa.
O auditor fiscal do Trabalho e coordenador da Aprendizagem Profissional do Ministério do Trabalho e Emprego no Estado de Alagoas, Leandro Carvalho, falou sobre a aprendizagem profissional e sobre a importância da CLT para a garantia de direitos. “Que evento bonito! A gente precisa entender a CLT não só como um paradigma legal, mas como algo fundamental para a relação social de construção de uma humanidade”, destacou.
Adesão de empresas
O Feirão teve a participação de pelo menos 12 empresas ofertando vagas aos adolescentes e jovens. Contou com palestras, oficinas, apresentações culturais e serviços de orientação profissional durante todo o dia.
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