Procuradora do MPT ministra palestra para pessoas em situação de vulnerabilidade sobre trabalho escravo
25/01/2024 - Com o objetivo de alertar para as “armadilhas” que levam a situações análogas à escravidão e dialogar sobre a realidade deste problema no país, a procuradora do Trabalho Marcela Asfóra ministrou uma palestra para pessoas em situação de vulnerabilidade. O evento ocorreu na manhã desta quinta-feira (25), no Centro Integrado da Justiça Social (Cijus),em João Pessoa.
Antes da palestra foi exibido o documentário ‘Precisão’, com relatos de pessoas que viveram situações de trabalho análogo à escravidão. A atividade foi destinada ao público do ‘Ruas que falam’, projeto do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região.
A procuradora Marcela Asfóra afirma que “trazer a informação para as pessoas que participam desse projeto tão importante é de extrema relevância porque elas estão em situação de vulnerabilidade. E o perfil dos trabalhadores que são colocados em situação de trabalho escravo é de pessoas que estão vulneráveis. Não têm escolaridade, estão precisando de um emprego e se colocam numa situação de aceitar qualquer tipo de trabalho, muitas vezes baseados em promessas falsas e não desconfiam pela necessidade de trabalhar”. Ela parabenizou a iniciativa e disse ainda que o “Ministério Público do Trabalho sempre estará apoiando, porque a informação e a prevenção são extremamente importantes para evitar que novos paraibanos sejam vítimas desse crime que, infelizmente, ainda encontramos no Brasil”.
O juiz do Trabalho, George Falcão, participou do evento e falou diretamente aos integrantes do projeto. “Aproveitem essa oportunidade e repliquem também!”, foi o convite feito por ele. “Nosso país ainda tem essa marca negativa do trabalho escravo. Quando a pessoa está sem dignidade, sem trabalho decente, ela está mais vulnerável e propensa a uma situação análoga à de escravo”, afirmou George Falcão.
Para Izabelle Braz, coordenadora da Assessoria de Projetos Sociais do TRT13, o tema foi assertivo. “É uma questão que requer o conhecimento de todos, pois muitos acreditam que falar sobre escravidão, é algo do passado. É muito importante trazer esse tema para o conhecimento de todos, pois essas pessoas enfrentam vulnerabilidades e, muitas vezes, não têm acesso aos seus direitos”.
Ascom